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Idosos

 

Conjunto de transformações físicas e psíquicas verificadas no último período da vida e que faz parte de um processo caraterizado pela diminuição da vitalidade, devido às modificações orgânicas próprias da senilidade, o que pode limitar de forma progressiva a capacidade de adaptação do indivíduo ao meio. Há uma grande arbitrariedade nesta denominação. De fato, a evolução e a decadência dão-se de maneira pouco uniforme. Por exemplo, enquanto a velocidade dos impulsos nervosos diminui apenas 10% entre os 30 e os 70 anos, a capacidade pulmonar chega a diminuir 50% nesse mesmo tempo. Por outro lado, há sempre que considerar-se as diferenças individuais. De qualquer maneira, a visão reduz-se e a adaptação ás mudanças de luz torna-se mais lenta, o que resulta num maior número de acidentes, sobretudo ao passar de uma zona iluminada para outra mais escura. Mas não é apenas isto, a forma muscular declina e diminuem também as capacidades perceptivas, enquanto o tempo de reação se torna mais lento. As capacidades de aprendizagem e memória dos idosos, embora sofram a redução própria da idade, podem manter-se e recuperar-se através da prática, da motivação e da instrução. Mas, em muitas ocasiões a declinação deve-se a um erro na utilização de estratégias e não a uma falta de capacidade ou habilidade.

É evidente que deve excluir-se as pessoas que sofrem de qualquer tipo de deterioração patológica (por exemplo, demências). Quanto à inteligência, tudo o que for fixado não só se mantém, mas aumenta com a idade. Pelo contrário, as capacidades fluídas dependem muito mais das capacidades fisiológicas, pelo que terão tendência para diminuir à medida que avança o tempo vital. 

Os investigadores atuais estão a criar testes de sabedoria que avaliam traços como o conhecimento sábio e o critério adequado para planificar a própria vida. As pessoas mais velhas que continuam física e mentalmente activas têm um melhor desempenho do que as que se tornam inactivas.

A terceira idade permite às pessoas terem uma maior disponibilidade de tempo para si próprias, mas frequentemente existem patologias, como a hipertensão arterial, a artrose, a diabetes, a obesidade, as dislipidemias, que predispõem ao sedentarismo.

É um verdadeiro ciclo vicioso que se instala nos países industrializados: com efeito, o sedentário, como tem cada vez mais dificuldades em realizar esforços, faz cada vez menos. Deste modo, as suas capacidades cardíacas e musculares desvalorizar-se-ão progressivamente, situação que tenderá a agravar-se se complementada com maus hábitos alimentares, o abuso de álcool e do tabaco.